"Bati sem querer os olhos nela, desviei, voltei a
mirá-la e não a pude mais largar.
Porque assim suspensa e de cabelos
presos, mais intensamente ela era ela em seu balanço guardado, seu
tumulto interior, seus gestos e risos por dentro, para sempre, aí. Imaginei que abraçá-la de surpresa, para ela
pulsar e se debater contra o meu peito, seria como abafar nas mãos o
passarinho que capturei na infância.
Estava eu com essas fantasias
profanas." - Chico Buarque,
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