Eu, que nunca tive forças, sigo aguentando.
Eu, que estimo tanto ser livre, continuo presa.
Eu, que te quis com toda a alma, precisei respirar.
Eu, que não sinto medo de mim, matei a confiança.
Eu, que tinha certeza sobre nós dois, me obrigo a desistir.
Eu, que deixo a porta fechada, estou precisando ir embora.
Eu, que não sei onde estou, me perco ainda mais.
Eu, que confundo os sentimentos, jogo fora o que não me faz bem.
Eu, que não te amo, ínsito em mentir.
Acho que te amo mesmo.
Zaluzejos
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